11 de julho de 2009

 

“Mudanças na Bahia superam o carlismo” afirma o governador Jaques Wagner na revista Nordeste

Eu não leio a revista Nordeste, editada há três anos pelo jornalista Walter Santos. Isso por pura antipatia pela presença do articulista Ipojuca Pontes, com sua ofensiva linguagem anti-lulista, antipetista, direitista e característica dos militares anticomunistas do Brasil. É quase um Diogo Mainardi, só que com menos erudição e talento. Na verdade, a revista é uma imitação da revista Veja. Não tem “páginas amarelas”, tem “páginas azuis” para as entrevistas. Nem a presença constante da economista Tânia Bacelar equilibra a linha editorial disfarçada de artigos de opinião. Agora o editor resolver convidar Delfim Neto e José Dirceu, não sei ainda se para sempre.

Apesar da antipatia, a edição de maio/junho me chamou atenção pela entrevista do governador Wagner, intitulada “Mudanças na Bahia superam o carlismo”, concedida a Walter Santos e Juan Torres. Wagner fez 31 citações ao presidente Lula. Ele faz questão de mencionar sempre intimidade com Lula. Wagner reconheceu a importância do governo FHC e do Plano Real para a estabilização da economia, criticou a guerra fiscal entre os estados do Nordeste e ressaltou a responsabilidade de substituir o carlismo na Bahia, depois de 16 anos de domínio da família Magalhães.

Jaques Wagner cita a perda de R$ 300 milhões na arrecadação estadual em conseqüência da crise financeira, minimizada pela antecipação de R$ 375 milhões do FUNDEB; ressalta o acerto dos programas sociais como alavancadores da economia, aplaude o Bolsa Família que injeta R$ 3 bilhões na Bahia que tem um orçamento de R$ 20 bilhões, manifesta esperança no retorno da Sudene como instrumento de desenvolvimento regional. Mesmo tendo a Bahia uma economia duas vezes maior que Pernambuco, a segunda maior economia nordestina, Wagner combate a tentação da hegemonia.

Wagner define-se como totalmente engajado no projeto de sucessão comandado pelo presidente Lula, representado pela pré-candidatura da ministra Dilma Roussef. E faz duras críticas aos governos antecessores carlistas que deixaram na Bahia a pior educação do país, a pior saúde pública do país, 2 milhões e 150 mil analfabetos acima de 15 anos. Era um sistema político arcaico, carimbado,que funcionava pela vontade de uma ou duas pessoas, que se orgulhavam de governar com um chicote na mão e dinheiro na outra para comprar consciências. Não é fácil mudar uma cultura de 40 anos. E aquela “marcha dos prefeitos” que ocorreu na Bahia? Foi uma estranha marcha. Diziam que viriam 250 prefeitos insatisfeitos, não apareceram 80. O governo preparou um auditório para receber os “250 prefeitos”. Não apareceu ninguém.

Apesar de minha antipatia pessoal pelos articulistas que pregam uma ideologia de direita, a revista Nordeste publica boas reportagens sobre a realidade da economia nordestina.

Comments:
Caro Oldack miranda, estou realizando uma monografia sobre o jornal da bahia e gostaria de encaminha pra ti uma entrevista pra esse trabalho, caso seja possível enviar seu e-mail para comunajuvenil@yahoo.com.br
Obrigado, se tiver outros contatos q trabalharam na época da ditadura no jornal, agradeceria se me enviasse também.
Gustavo Merces
 
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