18 de julho de 2006

 

Por causa das eleições governo baiano esconde seqüestros

A manchete de A Tarde desta terça-feira, 18, é correta: Sumiço de pessoas desafia a polícia. O dramático desaparecimento do economista Victor Athayde de Couto Filho é apenas a ponta do iceberg. Conversei com um major da Polícia Militar da Bahia. Ele me disse que:
1) Neste exato momento há seis seqüestros em andamento em Salvador,
2) que o governador Paulo Souto deu ordens para não divulgar, por motivos óbvios,
3) que a Polícia Militar da Bahia tem ordens para matar marginais, de preferência criando uma situação legal para as execuções. Ou seja, a Polícia Militar força o enfrentamento e então fuzila os bandidos,
4) que a Polícia Militar da Bahia está contaminada por grupos de extermínio e assaltantes e ainda me deu um conselho: se você estiver em situação de perigo não confie na proximidade de um veículo da polícia, porque ali pode residir outro perigo,
5) que policiais-militares flagrados em assaltos são libertados e reincorporados à corporação através de liminares da Justiça,
6) que no interior, há cinco meses, os fornecedores da Polícia Militar, inclusive postos de combustível, estão sem receber um níquel.

Fiquei abismado. Por questões eleitorais o governador Paulo Souto adota a política de esconder da opinião pública a verdadeira situação de insegurança que o Estado atravessa e, pior, adota a barbárie para combater a onda de crimes que assola a Bahia. O Estado da Bahia está completamente falido. Estamos fritos, minha gente!

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